segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Opaca.

Seca como uma folha no pátio. Opaca.
Pouca coisa se acentua no decorrer do mau-dia.
O vento acorda soprando ao e para o contrário, descafé, desmanhã.
Arrancada do âmago, seu próprio, o sofrer pelo sofrer alheio.
Ausência pela culpa, que da sua boca desculpa. Mas a quem ela possui?
Afago procurado no espaço vazio que me presenteou a quinta-feira, carente de contente.
Nada. Mais.Nada, aguando a saliva, nadando.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As importantes são que que desejo abraçar no meio do dia, por ter lembrado de uma briga que tivemos ou um copo de suco tomados na cozinha de casa. Que lembro do cheio do perfume que tinha no banheiro da sua casa em um dia qualquer, detalhes.
"Vá a merda", e após ouvir isso ter o coração apertado com vontade de dizer" te amo".Não precisa marcar hora nem lugar, muito menos publicar fotos na internet pra dizer o quanto são fundamentais. São da natureza, a própria.
Pense em sacrificar o que te vale, e se não houver dor nem arrependimento em pensar em doar, é amor, é real. No mais, não force, pois não há força suficiente.
Noites perdidas, por copos de alguma bebida ou preocupação, mas totalmente validas a pena. O resto, são coisas do caminho.
Amor, ventre, alma.

Ondas.

Escritos que ficam apenas no caderno. Sangrentos e valiosos demais pra serem expostos fora de minha alma. Vim pra dizer que ainda lembro de tudo, e registrar a saudade. O tudo é relativo.
Algumas coisas são mais do que preenchidas de saudade, outras não, e também não deveriam.
Os clichês, que apesar de serem assim, só são. Cheiro, data, pele, musica, cigarro, vista da janela, noite, chão.
A vida segue, e precisa seguir para que tais coisas virem boas lembranças.